sábado, 14 de abril de 2012

Muita emoção na homenagem ao Partidão em Sabará


Ato em homenagem aos 90 anos do PCB em Sabará. Emoção a toda prova. O presidente da Câmara Municipal, Maurílio Barbosa da Silva e a vereadora Terezinha Berenice de S. van Stralen, fizeram a chamada e, simbolicamente, reempossaram o líder sindical José Francisco Neres, secretário político do PCB de Belo Horizonte em sua cadeira de vereador, 48 anos depois de ter sido cassado pelo movimento cívico-militar de 1964. O plenário aplaudiu de pé e logo após, o dirigente do PCB tocou a Internacional , com a audiência acompanhando a letra de Eugène Pottier, de 1871 ( a música é de Pierre Degeyter, de 1888) no telão. Muita gente deixou o auditório em lágrimas, tamanho a beleza e o significado da solenidade. Representantes do PCB, como Fábio Bezerra ( do Comitê Central) e Túlio Lopes ( do Comitê Estadual) falaram durante o ato, bem como o secretário político do PCB em Sabará, Joaquim Goulart, representantes do PSOL e do PT, além de líderes comunitários e sindicais locais também falaram. Outros oradores foram a representante do Coletivo Ana Montenegro,Maria Angélica, o representante da Associação Cultural José Martí, Magela Medeiros, o representante da Unidade Sindical, Patrick Osório, bem como o Luís Fernando, membro da Juventude Comunista. e do PCB de Sabará e ainda o professor Pablo Lima.Entre os presentes estava o membro do Comitê Estadual do PCB e possível candidato do partido a vice-prefeito Antonio Almeida, o Almeidão, também membro do Comitê Central do PCB. O discurso do ex-vereador José Francisco Neres foi bastante emocionante, relatando como chegou à Câmara, "graças ao trabalho de base", principalmente entre os tecelões de Marzagão, lá em Sabará, junto com seu companheiro comunista João Sotero, outro reempossado simbolicamente na sexta-feira última, ao final do ato solene em homenagem aos 90 anos do Partido Comunista Brasileiro. Uma placa em homenagem aos mais de 50 anos de ação do sindicalista José Francisco Neres em favor dos trabalhadores, sempre militando no PCB, foi entregue pelo membro da Juventude Comunista e representante da Unidade Classista, Patrick Osório, em nome do PCB, Comitê Municipal de Sabará. Acompanhe neste mesmo espaço mais notícias das homenagens aos 90 anos do Partidão

sexta-feira, 13 de abril de 2012

                                                 
 
Convite: Festa do 3º Aniversário da Comunidade Dandara.

Ocupar, ao longo da história, é a forma mais justa de se mostrar ao poder público e privado que terra não deve ser mercadoria ou barganha. Não se pode conviver com extensas áreas a mando da especulação e extensas fileiras de pessoas em estado de necessidade.
Além do mais, em nossos Direitos e Garantias Fundamentais, previsto está que “a propriedade atenderá sua função social” (Art. 5º, XXIII, CF). Sendo assim, quando a propriedade se afasta de seu fundamento, é justo que se destine a quem o faça.
Com nome de guerreira, mulher, escrava, Dandara nasce em 09 de abril de 2009, com 150 famílias organizadas ocupando um terreno improdutivo, com total zelo às áreas de preservação ambiental e às nascentes, projetando a metragem de ruas, e recuos de calçadas, de forma a designar ali, vida digna a todos os moradores.
Três anos se passaram, sob ameaça de despejo e massacres anunciados. Dia após dia a Ocupação Dandara caminha, lutando e resistindo. De Ocupação já se tornou Comunidade.
Em abril de 2009, para alguns, fomentava-se uma mera reivindicação de direitos fundamentais.
Hoje, todos entendemos que somos agentes transformadores da sociedade, e nossa pauta já não é apenas moradia, mas a construção de um mundo onde caibam todos e todas.
Hoje em dia somos muitos, somos 5.000 moradores, somos uma Rede Internacional de Solidariedade, somos o apoio de cada um/a de vocês.
Portanto, para comemorarmos juntos a construção desta história que há de ser vitoriosa, convidamos todos para comemorarem conosco o nosso 3º aniversário.

* Sábado, dia 14 de Abril de 2012.

* Das 16:00h às 20:00h.

* Endereço da Festa: Na Ocupação-Comunidade Dandara: Rua Petrópolis, nº. 315, Céu Azul - Nova Pampulha, Belo Horizonte, em frente à garagem de ônibus, próximo à Escola Estadual Dep. Manoel Costa)

* Ônibus: 3302 / 2213 / 2215 (Céu Azul)

Convite das Brigadas Populares, da Coordenação Geral de Dandara e da Rede de Apoio e Solidariedade a Dandara.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Uma perspectiva perigosa para o povo grego
 

Manifestação em Atenas. O KKE continua a preparar a batalha eleitoral com iniciativas nos locais de trabalho e comícios nos bairros operários.

Ao mesmo tempo, continua a sua acção para aliviar, para as famílias operárias, o peso das medidas brutais que afectam todos os trabalhadores.

Os comunistas desempenham um papel motor na organização das greves, na organização dos trabalhadores nos seus sindicatos, dos trabalhadores independentes no PASEVE, na organização do povo nos seus bairros através dos Comités populares e dos Comités de desempregados.

Neste sentido, em 6 de Abril o KKE propôs um projecto de lei para aliviar o peso dos empréstimos que onera as camadas populares.

No dia 9 de Abril a secretária-geral do KKE apresentou este projecto de lei numa conferência de imprensa. Ela a seguir discutiu com os jornalistas acerca desta acção particular do KKE assim como da evolução política geral.

Perguntada se havia lugar para uma cooperação do KKE com forças oportunistas que se dizem de "esquerda" e com os Verdes, na sequência da proposta hipócrita do SYRIZA para uma candidatura comum nas circunscrições eleitorais que não elegem senão um único deputado, a secretária-geral do KKE salientou:

"As pessoas estão indignadas e decepcionadas. Nós vemos esta indignação e decepção populares e é por esta razão que não queremos contribuir para fazer inchar ou desinchar o movimento. Na véspera de 1981, era forte a pressão sobre o KKE para dar mais peso ao PASOK (o partido social-democrata). Pediram-nos para votar pelo PASOK em várias circunscrições – também aí distritos com um único deputado – a fim de dar um voto de confiança ao PASOK. A decisão de apoiar o PASOK era justa nessa altura? Ou não?

Quero dizer com isso que as pessoas estão conscientes dos problemas que vivem, não têm necessidade que se lhes diga. Mas isso não quer dizer que seja fácil para elas escolher livremente e sem influência externa a melhor solução de um ponto de vista objectivo. Pois a Nova Democracia (partido liberal) afirma que deve haver um governo com um único partido ou o caos. Venizelos (vice-presidente da coligação governamental actual, ministro das Finanças e recém eleito presidente do PASOK) declara que esta política deve ser prosseguida ou será a catástrofe.

Alguns no seio do povo acreditam nisso. Outros consideram que os seus problemas poderão ser resolvidos por um governo que não tivesse o poder nas suas mãos, um governo estaria apenas encarregado de uma missão de governação (pois a questão do poder é determinada pela propriedade das riquezas produzidas e pela abolição dos aparelhos de Estado que têm uma natureza anti-popular) e fosse constrangido a por em aplicação das orientações da UE, não porque se trate de uma exigência imposta do exterior mas porque desejariam pertencer a esta chamada grande família.

Nós sabemos muito que um tal governo não estaria em condições de resolver absolutamente nada, quaisquer que fossem as suas intenções – o momento não está para análise de intenções. Por esta razão, somos constrangidos a alertar o povo sobre os seguintes elementos que não podem ser passados por alto: só um governo que represente o poder popular – o que significa que vós vos apropriais das riquezas ou do contrário serão os patrões e eles decidirão o que será produzido e como – só um governo deste tipo pode trazer uma resposta, desde que ele repouse sobre uma organização popular a partir da base e sobre a resposta nos lugares de trabalho, nos bairros e nos campos.

Eu vos digo que mesmo o governo mais pró operário e pró popular não pode fazer nada se não se apoiar sobre o levantamento e a organização do povo. Pois o inimigo não se encontra somente no Parlamento, o inimigo encontra-se principalmente no seio dos grandes grupos económicos, da classe burguesa, etc.

E vocês sabem que os grandes grupos não pedem a voz do povo, não concorrem aos escrutínios eleitorais, mesmo se alguns deles participam nos partidos dominantes. Naturalmente, são os partidos, ND e PASOK muito em particular, que vão implorar o voto do povo em seu nome. Contudo, votar contra a ND e o PASOK não significa votar contra a classe que representam.

Portanto, a proposta do SYRIZA não é senão uma mudança de fachada. Esta fachada poderia ser melhor decorada, ter ângulos mais arredondados – mas, como governos do mesmo tipo em França e antes na Itália o demonstram – o resultado seria o mesmo: estes governos serão inevitavelmente os instrumentos da burguesia. E deverão necessariamente entrar em conflito com o povo. Portanto, já desde o dia seguinte, este governo encontrar-se-á face ao conjunto do espectro das reivindicações populares. Pode ser fácil chegar ao poder, mas também pode ser muito fácil ser expulso. E nós não queremos que o povo experimente a desilusão, alimentando falsas esperanças sobre tais perspectivas.

Se houvesse um governo, um poder, que pudesse resolver os problemas actuais, teríamos estado na primeira linha, apoiando-os e sacrificando-nos pela causa.

Mas se é apenas a fachada que muda, enquanto o fundo permanece o mesmo, não podemos enganar o povo. Sabemos que quanto mais as pessoas estão engolfadas nos seus problemas mais procuram uma solução, é normal. Mas estas soluções não podem ser elaboradas a partir do topo e por coligações eleitorais.

E duvido da honestidade desta proposta. Aquando das eleições locais de 2011, o SYRIZA aliou-se à ND, o PASOK e o LAOS na Ikaria a fim de impedir a eleição de um presidente comunista [Ikaria é uma ilha no mar Egeu onde o KKE tem muitos votos devido ao facto de que no passado os comunistas eram exilados nesta ilha. Aquando das eleições de 2010, o candidato comunista obteve 43,9% e foi derrotado pelo candidato apoiado por todas as outras forças políticas]. Como se a situação da Grécia fosse mudar totalmente. Portanto eles estavam todos juntos então. Por que o SYRIZA coopera com eles nas federações sindicais a fim de impedir a eleição de delegados comunistas? Por que eles apelam à cooperação com o KKE unicamente para as eleições?
A versão em francês encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, 10 de abril de 2012



Jornalistas querem ganho real

Campanha salarial 2012


Mais um ano de luta pela frente. Em 2012, a Campanha Salarial começou mais cedo no intuito de quebrar o ciclo imposto pelo patronato que estica a negociação ad infinitum para, no fim do ano, jogar migalhas de abonos e ganhos pífios para a nossa categoria, que como de costume, vive com a corda no pescoço.

A vantagem temporal é importante, sem dúvida. Afinal, são tantas as bandeiras que precisam ser defendidas nesse período – aumento real de salário, fim do banco de horas, fim do acúmulo de função, piso unificado de R$ 2.400, luta contra o assedio moral, e tantas outras – que precisamos de força, mobilização e urgência.

Não podemos aceitar a lógica patronal, que se divide em uma série de sindicatos, forçando a categoria a ter negociações diferenciadas, como forma de enfraquecer a categoria durante a campanha salarial. Dividir para governar, eis a palavra de ordem dos sindicatos patronais. É necessário, antes de tudo, que a nossa campanha seja unificada. Não vamos cair na armadilha do fracionamento. Somos todos jornalistas e não há razão de diferenciação de piso por veículo. Grande parte de nossa categoria trabalha em mais de um emprego e num dia, se está em um impresso, no outro em uma rádio ou assessoria.

É necessário que se fortaleça essa ponte e que, sobretudo, a jornada de 5 horas seja cumprida nas assessorias do estado. Batalha árdua que temos pela frente.

Jornalistas do interior, que sofrem com salários muito abaixo do piso, com atrasos, coronelismo e desrespeito absoluto com os trabalhadores e com a profissão, estão aguerridos mas muitas vezes não encontram suporte do próprio sindicato para levarem adiante a nossa luta. Subsedes inoperantes ou mesmo inexistentes no interior são uma parte considerável do problema.

Enfrentamos seis anos de defasagem de nosso piso salarial e reivindicamos um aumento real de 15%, referente ao salário mínimo, mais o reajuste cheio (INPC + PIB), para que comecemos a falar de dignidade para nossa profissão. Enquanto isso, o patronato vê a participação no bolo publicitário crescer, impulsionado pelo aumento de 3,5% no consumo de jornais impressos no país. Somente os jornais “populares” representam 10,3 % dessa fatia. Já as receitas on-line devem crescer em 23,3% este ano, e as rádios e as TV’s serão beneficiadas com os grandes eventos que puxam o crescimento da receita publicitária. Ou seja, enquanto os lucros do patronato aumentam a cada ano, consequentemente aumenta-se a exploração sobre o trabalhador jornalista.

É hora de dar um basta e tomarmos essa história nas mãos. Somente mobilizados, fortes e indignados nos faremos ser ouvidos. Somente pressionado o patronato se verá forçado a abrir mão de seus crescentes lucros em antagonismo às necessidades dos trabalhadores.

E é em defesa da nossa categoria, do nosso exercício profissional, que a Oposição Sindical dos Jornalistas de Minas compromete-se a mais um ano de luta na defesa das nossas necessidades e direitos.

É hora de avançarmos. Participe! Lute!