quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Celebrar? Para que celebrar?

Kalvellido/Rebelión/Divulgação

Não nos esqueçamos: "A guerra ao terror é uma falsificação"

 Na década passada, Washington matou, mutilou, deslocou e tornou viúvas e órfãos milhões de muçulmanos em seis países, tudo em nome da "guerra ao terror". Os ataques de Washington a outros países constituem agressão nua e impactam primariamente populações civis e infraestrutura – e, por isso, constituem crimes de guerra segundo a lei. Nazis foram executados precisamente pelo que Washington está hoje a fazer.

Além disso, as guerras e ataques militarem custaram aos contribuintes americanos em prejuízos e custos a serem incorridos no futuro pelo menos 4 milhões de milhões de dólares – um terço da dívida pública acumulada – o que resultou numa crise do défice dos EUA que ameaça a segurança social, o valor do US dólar e o seu papel de divisa de reserva, enquanto enriquece para além de tudo o já visto na história o complexo militar/segurança e seus apologistas.

Talvez o mais elevado custo da "guerra ao terror" de Washington tenha sido pago pela Constituição dos Estados Unidos e as suas liberdades civis. Qualquer cidadão dos EUA que Washington acuse é privado de todos os direitos legais e constitucionais. Os regimes Bush-Cheney-Obama arruinaram a maior conquista da humanidade – a responsabilidade do governo perante a lei.

Se olharmos em torno para o terror de que a polícia de estado e uma década de guerra alegadamente nos protegeu, o terror é difícil de descobrir. Excepto para o próprio 11/Set, assumindo que aceitamos a improvável teoria conspirativa do governo, não houve ataques terroristas nos EUA. Na verdade, como destacou o RT em 23/Agosto/2011, um programa de investigação da Universidade da Califórnia descobriu que as "tramas de terror" interno publicitadas nos media foram preparadas por agentes do FBI. http://rt.com/usa/news/fbi-terror-report-plot-365-899/

O número de agentes encobertos do FBI agora ascende a 15 mil, dez vezes o número existente durante os protestos contra a guerra do Vietname quando manifestantes eram acusados de simpatias comunistas. Como aparentemente não há conspirações reais de terror para esta enorme força de trabalho descobrir, o FBI justifica seu orçamento, alertas de terror e buscas invasivas de cidadãos americanos criando "tramas de terror" e descobrindo alguns indivíduos dementes para capturar. Exemplo: a trama da bomba no Metro de Washington DC, a trama do metro na cidade de Nova York, a trama para explodir a Sears Tower em Chicago foram todos estratagemas organizados e geridos por agentes do FBI.

O RT informa que apenas três destas tramas podem ter sido independentes do FBI, mas como nenhuma das três funcionou elas obviamente não foram obra de uma organização profissional de terror como se pretende que seja a Al Qaeda. O carro bomba na Times Square não explodiu e aparentemente não podia ter explodido.

O mais recente laço armado pelo FBI é um homem de Boston, Rezwan Ferdaus, o qual é acusado de planear atacar o Pentágono e o Capitólio dos EUA com modelos de aviões carregados com explosivos C-4. O Promotor dos EUA, Carmen Ortiz, assegurou aos americanos que eles nunca estiveram em perigo porque os agentes encobertos do FBI estavam a controlar a trama. usatoday.com/news/washington/story/2011-09-28/DC-terrorist-plot-drone/50593792/1

A trama de Ferdaus organizada pelo FBI para explodir o Pentágono e o Capitólio com modelos de aviões provocou acusações de que ele proporcionou "apoio material a uma organização terrorista" e conspirou para destruir edifícios federais – a acusação mais grave, a qual implica 20 anos de aprisionamento por cada edifício alvejado.

Qual é a organização terrorista a que serve Ferdaus? Certamente não a al Qaeda, a qual alegadamente passou a perna a todos os 16 serviços de inteligência, todos os serviços de inteligência dos EUA, NATO, israelenses, NORAD, o National Security Council, Air Traffic Control, Dick Cheney e a segurança de aeroportos estado-unidenses quatro vezes em uma hora na mesma manhã. Uma organização de terror tão altamente capaz não estaria envolvida numa trama tão sem sentido como explodir o Pentágono com um modelo de avião.

Como um americano que esteve no serviço público durante anos e que sempre defendeu a Constituição, um dever patriótico, devo esperar que a pergunta já tenha disparado nas cabeças dos leitores: por que esperam que acreditemos que um pequeno avião modelo seja capaz de explodir o Pentágono quando um avião 757 carregado com jet fuel foi incapaz de efectuar a tarefa, fazendo meramente um buraco não suficientemente grande para um avião de carreira.

Quando observo a credulidade dos meus concidadãos para com as absurdas "tramas de terror" que o governo dos EUA fabrica, isso leva-me a perceber que o medo é a mais poderosa arma que tem qualquer governo para avançar uma agenda não declarada. Se Ferdaus for levado a julgamento, não há dúvida de que um júri o condenará por uma trama para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões modelo. Mais provavelmente ele será torturado ou coagido a um acordo de cooperação (plea bargain).

Aparentemente, os americanos, ou a maior parte deles, estão tão dominados pelo medo que não sofrem remorsos pelo facto de o "seu" governo assassinar e deslocar milhões de pessoas inocentes. Na mente americana, mil milhões de "cabeças de pano" (towel-heads) foram reduzidas a terroristas que merecem ser exterminados. Os EUA estão no caminho de um holocausto que tornam os terrores dos judeus face ao nacional-socialismo um mero precursor.

Pense acerca disto: Não será admirável que após uma década (2,5 vezes a extensão da II Guerra Mundial) de matança de muçulmanos, de destruição de famílias e das suas perspectivas em seis países não haja eventos terroristas reais nos EUA?

Pense por um minuto quão fácil seria o terrorismo nos EUA se houvesse quaisquer terroristas. Será que um terrorista da Al Qaeda, a organização que alegadamente conseguiu o 11/Set – a mais humilhante derrota sofrida por uma potência ocidental, ainda mais "a única superpotência do mundo" – mesmo face a toda a filtragem ainda estaria a tentar sequestrar ou explodir um avião?

Certamente não quando há tantos alvos fáceis. Se a América estivesse realmente infectada por uma "ameaça terrorista", um terrorista simplesmente entraria nas maciças filas de espera da "segurança" de aeroportos e largaria ali a sua bomba. Isso mataria muito mais pessoas do que poderia ser alcançado explodindo um avião e tornaria completamente claro que "segurança de aeroporto" não significa que o mesmo seja seguro.

Seria uma brincadeira de criança para terroristas explodir subestações eléctricas pois ninguém está ali, nada excepto um cadeado na cerca de arame. Seria fácil para terroristas explodirem centros comerciais. Seria fácil para terroristas despejarem caixas de pregos em ruas congestionadas e auto-estradas durante horas de ponta, interrompendo o tráfego de artérias importantes durante dias.

Antes, caro leitor, de me acusar de dar ideias terroristas, pensa realmente que elas já não teriam ocorrido a terroristas capazes de executar o 11/Set?

Mas nada acontece. Então o FBI prende um rapaz por planear explodir a América com modelos de aviões. É realmente deprimente [verificar] quantos americanos acreditarão nisto.

Considere também que neoconservadores americanos, os quais orquestraram a "guerra ao terror", não tem seja o que for de protecção e que a protecção do Serviço Secreto de Bush e Cheney é mínima. Se a América realmente enfrentasse uma ameaça terrorista, especialmente uma tão profissional como a que executou o 11/Set, todo neoconservador juntamente com Bush e Cheney podiam ser assassinados dentro uma hora numa manha ou numa noite.

O facto de neoconservadores tais como Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Condi Rice, Richard Perle, Douglas Feith, John Bolton, William Kristol, Libby, Addington, et. al., viverem desprotegidos e livres do medo é prova de que a América não enfrenta ameaça terrorista.

Pense agora acerca da trama do sapato-bomba, da trama do champô engarrafado e da trama da bomba nas cuecas. Peritos, outros que não as prostitutas contratadas pelo governo estado-unidense, dizem que tais tramas não têm sentido. O "sapato-bomba" e a "bomba nas cuecas" eram fogos de artifício coloridos incapazes de explodir uma lata de comida. A bomba líquida, alegadamente misturada na toilete de um avião, foi considerada pelos peritos como fantasia.

Qual a finalidade destas tramas falsas? E recorde que todas as informações confirmam que a "bomba nas cuecas" foi trazido para dentro do avião por um oficial, apesar do facto de o "bombista de cuecas" não ter passaporte. Nenhuma investigação foi efectuada pelo FBI, CIA ou quem quer que seja quanto à razão porque foi permitido um passageiro sem passaporte num voo internacional.

A finalidade destas pretensas tramas é despertar o nível de medo e criar oportunidade para o ex czar da Homeland Security, Michael Chertoff, ganhar uma fortuna a vender porno-scanners à Transportation Security Administration (TSA).

O resultado destes publicitadas "tramas terroristas" é que todo cidadão americano, mesmo com altas posições no governo e certificados de segurança, não podem embarcar num voo comercial sem tirar os sapatos, o casaco, o cinto, submeter-se a um porno-scanner ou ser sexualmente apalpado. Nada podia tornar as coisas mais simples do que uma "segurança de aeroporto" que não pode distinguir um terrorista muçulmano de um entusiástico patriota americano, de um senador, de um general da Marinha ou de um operacional da CIA.

Se um passageiro precisa por razões de saúde ou outras quantidades de líquidos e cremes para além dos limites impostos à pasta de dente, champô, alimentos ou medicamentos, ele deve obter previamente autorização da TSA, a qual raramente funciona. Um dos mais admiráveis momentos da América é o caso, documentado no UTube, de uma mulher moribunda numa cadeira de rodas, que exige alimentação especial, tendo o seu alimento jogado fora pela gestapo TSA apesar da aprovação escrita da Transportation Safety Administration, com a sua filha presa por protestar e a mulher moribunda abandonada sozinha no aeroporto.

Isto é a América de hoje. Estes assaltos a cidadãos inocentes são justificados pela extrema-direita estúpida como "protegendo-nos contra o terrorismo", uma "ameaça" que toda evidência mostra que não é existente.

Nenhum americano hoje está seguro. Sou um antigo associado da equipe do subcomité da House Defense Appropriations. Requeria altas autorizações (clearances) de segurança pois tenho acesso a informação respeitante a todos os programas americanos de armas. Como economista chefe do House Budget Committee tenho informação respeitante aos orçamentos militares e de segurança dos EUA. Quando secretário assistente do Tesouro dos EUA, era-me fornecida toda manhã o relatório da CIA ao Presidente bem como infindável informação de segurança.

Quando deixei o Tesouro, o Presidente Reagan nomeou-me para um comité super-secreto destinado a investigar a avaliação da CIA da capacidade soviética. Resumindo, eu era consultor do Pentágono. Tinha toda espécie de autorização de segurança.

Apesar do meu registo das mais altas autorizações de segurança e da confiança do governo dos EUA em mim, incluindo confirmação pelo Senado numa nomeação presidencial, a polícia aérea não pode distinguir-me de um terrorista.

Se eu brincasse com modelismo de aviões ou comparecesse a manifestações anti-guerra, há pouca dúvida de que também seria preso.

Após o meu serviço público no último quartel do século XX, experimentei durante a primeira década do século XXI todas as conquistas da América, apesar das suas falhas, serem apagadas. No seu lugar foi erigido um monstruoso desejo de hegemonia e de riqueza altamente concentrada. A maior parte dos meus amigos e concidadãos em geral são capazes de reconhecer a transformação da América num estado policial belicista que tem a pior distribuição de rendimento de qualquer país desenvolvido.

É extraordinário que tantos cidadãos americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos.

Na verdade, grandes percentagens destas "populações ameaçadoras", especialmente entre os jovens, estão enamoradas da liberdade sexual que existe na América. Mesmo os iranianos tolos da "Revolução Verde" orquestrada pela CIA esqueceram o derrube por Washington na década de 1950 do seu governo eleito. Apesar de uma década de acções militares abusivas contra povos muçulmanos, muitos muçulmanos ainda olham para a América para a sua salvação.

Seus "líderes" são simplesmente subornados com grandes somas de dinheiro.

Com a "ameaça terrorista" e a Al Qaeda esvaziada com o alegado assassínio pelo presidente Obama do seu líder, Osama bin Laden, o qual fora deixado desprotegido e desarmado pela sua "organização terrorista de âmbito mundial", Washington produziu um novo bicho-papão – os Haqqanis.

Segundo John Glaser e anónimo responsáveis da CIA, o presidente do US Joint Chiefs of Staff, Mike Mullen, "exagerou" o caso contra o grupo insurgente Haqqani quando afirmou, determinando uma invasão estado-unidense do Paquistão, que os Hagganis eram um braço operacional do serviço secreto do governo do Paquistão, o ISI. O almirante Mullen está agora a afastar-se do seu "exagero", um eufemismo para uma mentira. Seu ajudante, capitão John Kirby, disse que as acusações de Mullen foram destinadas a influenciar os paquistaneses a romper a Rede Haqqani". Por outras palavras, os paquistaneses deveriam matar mais gente do seu próprio povo para salvar os americanos de perturbações.

Se não sabe o que é a Rede Haqqani, não fique surpreendido. Você nunca ouviu falar da Al Qaeda antes do 11/Set. O governo dos EUA cria não importa a que seja de novos bicho-papão e são necessários incidentes para proover a agenda neoconservadora de hegemonia mundial e de lucros mais altos para a indústria de armamentos.

Durante dez anos, a população da "superpotência" americana sentou aí, sendo apavorada pelas mentiras do governo. Enquanto americanos assentam no medo de "terroristas" não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassínio desumano de outras pessoas em países que não são capazes de localizar nos mapas.

Realmente, a Amerika é uma luz para o mundo, um exemplo para todos.


O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=26866

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
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Para a história

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DESPEJO NÃO. COM DANDARA EU LUTO , NÓS LUTAMOS, ATÉ A VITÓRIA


As BRIGADAS POPULARES, com o apoio do SinEletro e várias outras organizações e movimentos sociais, convida a todos para nesta segunda, a partir de 18:30 na sede do SindEletro (Rua Mucuri, 274, Floresta, próximo ao viaduto do extra) participar e contribuir na reunião emergencial CONTRA O DESPEJO da OCUPAÇÂO DANDARA.

Que todos nós juntamente com os companheiros de Dandara, possamos resistir organizando-nos politicamente, e mantenhamos resistentes para manter a terra que ocupamos e onde construímos um democrático projeto de cidade, solidária e igualitária.

Divulguem e participem.

Saudações Revolucionárias,
Sill - 9959 5997  - sillrosa@yahoo.com.br
Brigadas Populares
COMUNICADO DAS BRIGADAS POPULARES

Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 de outubro de 2011

As Brigadas Populares – BP’s - comunica a todos/as a situação que
passa a Ocupação-comunidade Dandara, espaço territorial localizada no
Bairro Céu Azul, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Esta comunidade
surgiu no dia 09 de abril do ano de 2009 com cerca de 200 famílias e
foi crescendo rapidamente até contar com cerca de 1.000 famílias na
atualidade.

Desde o primeiro dia de ocupação tentamos construir uma proposta de
negociação com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, dirigida pelo
prefeito Márcio Lacerda e com o Governo de Minas, que hoje é conduzido
pelo governador Antônio Anastasia.

 Realizamos inúmeras audiências,
solicitações de reuniões, atos públicos, sem, contudo, conseguirmos a
abertura das negociações com os governos. Intransigentes em relação
aos pobres e solícitos em relação aos empresários, o prefeito de BH e
o governador de Minas viraram as costas para situação, deixando a
cargo do judiciário a decisão em relação ao despejo.

Não tiveram a randeza de procurar evitar o conflito e defender os direitos sociais
e humanos daqueles que lutam pelo bem mais básico, a moradia.
Em última audiência realizada na 20ª Vara Cível, com a presença das
lideranças da Ocupação, assistidas juridicamente pela Defensoria
Pública de MG, e da Construtora Modelo, por seus advogados, a única
proposta de negociação defendida pela construtora apontava para a
verticalização total da área, reprodução do mesmo modelo de segregação
social vivenciado na cidade, com prédios destinados a moradia das
famílias de menor poder aquisitivo e outros destinados a famílias de
maior renda.

E, ainda, não sendo suficiente, exigia que todos os
moradores saíssem de suas casas, sem nenhuma garantia indenizatória ou
de qualquer outro tipo, para que depois, supostamente, retornassem
para apartamentos de 39,5 metros quadrados que seriam comprados via
Minha Casa, Minha vida

. Apresentamos uma contraproposta intermediária,
que verticalizaria parte da área ocupada sem a remoção das famílias,
mas a Construtora Modelo manteve-se intransigente em sua posição.
Assim, no dia 03/10/2011 recebemos a notícia que em dois dias seria
publicada decisão do juiz da 20ª Vara Cível determinando expedição de
mandado de despejo contra a Comunidade Dandara.

 Não houve nenhuma
preocupação com o destino dos milhares de trabalhadores e
trabalhadoras, crianças e idosos que poderão ser retirados à força
pela polícia, sendo que a conseqüência disso será a violência, os
espancamentos, abusos de crianças, e a possível morte de muitos.
ANUNCIAMOS MAIS UMA VEZ O MASSACRE!!!

A Prefeitura de Belo Horizonte, o Governo de Minas e o Poder
Judiciário acreditam que o despejo é uma solução, que com ele estarão
resolvendo um “problema”. No entanto, qualquer consciência minimamente
honesta percebe que o despejo gerará um conflito social sem
precedentes na história de Belo Horizonte.

 Basta entender que são
1.000 famílias sem-teto, mais de 5.000 pessoas jogadas de uma vez só
nas ruas, sem nenhum tipo de apoio ou alternativa de habitação.
A Ocupação Dandara representa uma solução para milhares de pessoas que
moravam em áreas de riscos, em cubículos alugados, na rua e em
situação de profunda vulnerabilidade social.

No entanto, ao se
organizar para reivindicar seus direitos, os moradores estão sendo
tratados como problema por aqueles que lucram com as desigualdades e
as injustiças.
Diante desta situação é necessário lucidez e grandeza, pois existem
alternativas que podem evitar o despejo e o MASSACRE.

 Continuamos abertos às negociações e ao entendimento, como sempre estivemos.
Acreditamos que algumas providências podem e devem ser tomadas para
garantir o respeito à dignidade e à vida dos habitantes da
Ocupação-comunidade Dandara.

Por isso reivindicamos:

1) Suspensão imediata da ordem de despejo;
2) Que a Prefeitura de BH e o Governo do Estado abram negociações;
3) Que a Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte vote o projeto de lei
que declara o perímetro da Ocupação-comunidade Dandara como uma área
de interesse social para fins de moradia para a população de baixa
renda. Levando, assim, a desapropriação da área pela Prefeitura de
Belo Horizonte.

Estas medidas evitarão a violência e oferecerão uma saída justa para
todos. A área da Ocupação-comunidade Dandara oferece condições para
que as famílias lá instaladas vivam com dignidade. E, ainda mais, pode
ser administrada urbanisticamente para que outras famílias sem-teto
que hoje se encontram nos mais de 100 núcleos de habitação, esperando
na fila do Orçamento Participativo da Habitação, sejam também
contempladas com moradias no mesmo local, contribuindo para diminuir o
déficit habitacional do município de Belo Horizonte.


Convidamos mais uma vez a Sociedade Civil, apoiadores, ativistas e
pessoas preocupadas com o destino da cidade para que reforcem a
Campanha de Solidariedade e apoio à Ocupação Dandara, participando
deste movimento em defesa de uma cidade justa, sem despejos e sem
violência.

Participe das atividades realizadas na ocupação, acesse os blogs da
organização e mantenha contato conosco:

CONTATOS:
Rosa: militante da Frente Pela Reforma Urbana BP’s MG -
moradora/coordenadora, cel.: 31 9287 1531 – E-mail: rosad2011@live.com
Junio: militante da Frente Pela Reforma Urbana das Bp’s MG, cel.: 031 86951966
Joviano Mayer, advogado e militante da Frente Pela Reforma Urbana das
Bp’s MG: CEL.: 88154120
Rafael Bitencourt: militante da Frente Pela Reforma Urbana das Bp’s MG
Maria do Rosário (advogada): cel.: 31 9241 9092, E-mail:
rosariofi2000@yahoo.com.br
Frei Gilvander Moreira, cel.: 31 9296 3040, e-mail:

PARTIDO E REVOLUÇÃO - 1848-1989

Mauro Iasi
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Quando o sol do século XIX se punha no horizonte da história e nascia o século XX, tingiu-se de vermelho o firmamento: nós podíamos mudar o mundo e o estávamos mudando. Marx deixara seu chamamento e os trabalhadores de todo o mundo caminhavam para unir-se em seu grito de emancipação, enquanto Lênin e seus camaradas ousavam transformar a arma da crítica em crítica das armas.
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No momento em que as sombras da história engolem nosso velho século XX e iluminam os primeiros momentos do novo século tudo parece virado em seu avesso: o capital triunfante anuncia o fim da história e o proletariado se fragmenta e se apassiva. A arma da crítica perde seu gume se tornando “pura ideologia”.
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Como afirma Marcelo Bráz, a combinação destes fatores teóricos e práticos se voltam contra a forma partido como forma de organização da classe trabalhadora. Trata-se de atacar na base o pensamento marxista, desde seus fundamentos na compreensão do ser do capital até a necessidade da formação do proletariado como classe e, portanto, como partido político.
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O caminho escolhido por Marcelo Bráz, coerente com os fundamentos marxianos, é colocar o problema em sua história. Não se trata somente de um debate conceitual, mas de compreender as formas de organização no processo histórico da luta de classes. Daí o paciente e criterioso trabalho de colocar a questão do Partido e da Revolução na história, passando da tradição da Segunda Internacional até a Terceira Internacional marcada decisivamente pela experiência soviética; reapresentando a questão na trama de nosso tempo e seus desafios presentes. Como afirma o autor: “Se os conteúdos das lutas de classes incorporaram novas mediações e novas demandas sociais, a forma de organização política do proletariado não pode ser uma mera reposição (e repetição) dos meios políticos que correspondiam às requisições de uma outra época. Numa palavra: as formas de lutas para se afirmar um projeto socialista devem se ajustar criticamente aos conteúdos atuais das lutas de classes”. No entanto, essas formas atuais, segundo Braz, atualizam a necessidade da forma partido naquilo que lhe é essencial.
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O texto de Braz é uma contribuição inestimável no caminho que tingirá novamente de vermelho os céus do século que se abre.
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Mauro Luis Iasi
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domingo, 9 de outubro de 2011

Fazendo arte: é hora de perder a paciência

 
Por Mauro Iasi.
Aos gritos de “é hora de perder a paciência” os trabalhadores da cultura, membros de coletivos culturais, grupos de teatro, de dança, de música, poetas, pintores, músicos e outros seres míticos e estranhos ocuparam a sede da FUNARTE no último dia 25 de julho de 2011, protestando contra os cortes no orçamento da cultura promovido pelo governo Dilma pelas PECS 150 e 236 que retira deste campo cerca de 2/3 dos recursos atualmente destinados, os já minguados 0,06% dos recursos orçamentários.
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Chegaram por lá, entraram e fizeram o que sabem fazer de melhor: arte. Dançaram, cantaram, musicaram, perfomatizaram, poetizaram numa alegria irritante, própria de jovens e artistas, ou seja, gente que não tem nada de mais útil para fazer, tal como produzir mais valia, avançar o crescimento, estudar, comprar coisas e assistir comportados e apassivados aos “bens culturais” na televisão à cabo ou no fast-food da indústria cultural.
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A FUNARTE os olhava com um estranhamento compreensível. Como um filho que volta depois de muito tempo e não é reconhecido pelos pais, como um bode diante de um cartaz, como nos falou Maiakóviski, ou na expressão de Leandro Konder comentando certo autor diante de Hegel: como um camelo diante de uma catedral. Uma performance sem projeto, sem verba, sem aprovação, sem mecenas, sem isenção, sem Rouanet, ali feita por seres humanos, bravos e alegres, três elementos sem os quais a arte é impossível.
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Mas os impacientes trabalhadores da cultura não ficaram só fazendo arte, sentaram-se em roda e debateram, ouvindo com atenção seus companheiros e mestres, e amigos, enfim, gente que eles respeitam porque são gente, como Iná Camargo, Luis Carlos Moreira, o Daniel Púglia, até o Zé Celso Martinez passou por lá, dizem que o Luis Carlos Scapi estava presente, também falaram o Gilmar Mauro e o Paulino do MST, coisa estranha misturar a arte com a vida e a política, estes caras não podem ver uma ocupação.
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A Iná e o Moreira falaram: o que vocês querem? Verba? Querem que o Estado que representa os interesses do capital financie uma cultura que se nega a ser mercantilizada? Em tempos de defensiva como naquele em que vivemos, “qual o papel de nós artistas na construção de um processo que pode culminar num horizonte revolucionário”? Disse Iná.
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Que sentido tem fazer arte neste mundo no qual nos encontramos e que não queremos que perdure? Precisamos começar afirmando que a objetivação na forma de arte não tem um sentido em si mesmo, essencial e, portanto, a-histórico. Isso que está aí e que desprezamos, o objeto cultural na forma de mercadoria, ou seja, que para que possamos fruir seu valor de uso temos que realizar seu valor de troca, afinal é ou não é arte?
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Afirmar que não é guarda um risco não pequeno de imaginarmos uma essencialidade da arte fora das formas reais de sua manifestação. É arte, arte na forma mercadoria, capturada pelo mercado e submetida à lógica do capital e sua reprodução, material e ideológica. Não há nenhuma essencialidade da arte a ser resgatada de sua prisão mundana que a corrompe. Dizia Marx, em Manuscritos econômico-filosóficos:
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“(…) meu objeto só pode ser a confirmação de uma das minhas forças essenciais, portanto só pode ser para mim da maneira como a minha força essencial é para como capacidade subjetiva, porque o sentido de um objeto para mim vai precisamente tão longe quanto vai o meu sentido, por causa disso é que os sentidos do homem social são sentidos outros que não os do não social.”
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Aquilo com que nos denfrontamos objetivado numa forma particular de bem cultural (no caso como mercadoria) é, portanto, objetivação de uma de nossas capacidades subjetivas, e nós o vemos como tal. Se é verdade que a música desperta o sentido musical no ser humano, como diz Marx, também é verdade que a mais bela música “não tem nenhum sentido para o ouvido não musical”, assim como para o faminto a comida não tem forma humana (é só culinária e não arte culinária), o comerciante de minerais só vê o valor de troca e não a beleza peculiar do mineral, em suma “a objetivação da essência humana, tanto do ponto de vista prático como teórico, é necessário tanto para fazer humanos os sentidos do homem quanto para criar sentido humano correspondente à riqueza inteira do ser humano natural”.
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Vamos tentar entender isso. Ao objetivar um das dimensões de nossa subjetividade, nos humanizamos, mas podemos fazer isso em condições tais que o produto de nossa objetivação social e histórica se volte contra nós de maneira hostil e estranhada (por exemplo, na forma mercadoria), aí nos desumanizamos. O fato é que, se entendemos as pistas de Marx, somos nós que criamos nossa desumanização ao criar e manter as relações que nos desumanizam, mas neste paradoxo esta a chave de sua superação, isto é, como disse o mesmo autor se os seres humanos são produto das circunstâncias é necessário tornar humanas as circunstâncias que nos produzem.
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Neste ponto que a afirmação segundo a qual o sentido de um objeto vai tão longe quanto vai o sentido humano que o orienta pode nos ajudar a pensar o papel específico da arte. A arte mercadoria faz sentido, porque reflete na produção artístico cultural o estágio de nossa objetivação histórica, esta merda chamada sociedade capitalista. Mas a arte como parte da práxis pode e deve ir além daquilo que expressa. Lukács, em “Introdução aos estudos estéticos de Marx e Engels”, já nos alertava que a arte sempre luta contra duas correntes aparentemente opostas: de um lado aquela que afirma que arte deve representar fielmente o real e, de outro, aquela que entende a produção artística como um puro jogo da forma, vazia em si mesmo de conteúdo e de relação com o real.
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O problema, como já anunciava o mesmo Lukács, é que em época de decadência como a nossa, estas duas tendências tendem a se fundir: a rendição ao real e á pseudoconcreticidade e o domínio das formas num jogo vazio. O que desaparece nesta síntese tão bem descritiva dos descaminhos da chamada pós-modernidade e a construção do humano como humano e seu vir a ser, isto é, a arte como simultaneamente o reflexo de todo nosso desenvolvimento cristalizado nas formas presentes do real em que nos encontramos e os germes que a partir daí no remetem ao futuro pelo jogo de suas próprias contradições.
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Neste registro que podemos entender a afirmação marxiana segundo a qual a “educação dos cinco sentidos é um trabalho de toda a história do mundo até aqui” (Marx). Nossas objetivações artísticas não refletem apenas o que somos (ainda que em grande parte o façam), mas o que podemos ser a partir do que somos. Nossa arte que se pretende revolucionária deve expressar, necessariamente, nosso drama de ser de uma ordem mercantil e se levantar contra ela e na defesa da humanidade, entendida como a recriação humana das circunstâncias humanizadas contra e para além da ordem da mercadoria e do capital. Mas, dá para viver disso sem se corromper pagando as contas com poesias?
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Mas essa não é uma contradição específica dos artistas. Se não tomarmos cuidado assume a forma de um dilema puramente pequeno burguês, aí pobre de mim que sou poeta e sensível, dividido entre dois mundos, aquele em que vivo e aquele que sonho. Cantemos, então, com Álvaro de Campos:
Coitado do Álvaro de Campos! 
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Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lagrimas (autenticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco
Aquele pobre que não era pobre que tinha olhos tristes por profissão.
Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!
(…)
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Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma! (Poema “Sou Lúcido” de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa) 
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Assim somos todos nós, proletários que não temos como viver a não ser vendendo nossa força de trabalho por que nos expropriaram de nossos meios de produção e de expressão. Neste sentido, o que os trabalhadores tem a dizer aos artistas é: bem vindo ao mundo em que nós já estamos faz muito tempo e que vocês se negavam a ver.
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O que podemos, então exigir do Estado burguês? Por analogia falemos da educação. Quando Lassale pedia “educação popular geral e igual a cargo do Estado”, Marx (em Crítica ao Programa de Gotha) respondia: “isso de educação popular a cargo do Estado é completamente inadmissível”. E propunha que o necessário seria estabelecer por meio de uma “lei geral”, os recursos para o funcionamento das escolas e capacitação e remuneração dos professores, zelando, entretanto, para “subtrair da escola toda a influência por parte do governo e da Igreja”, e completava: não queremos o Estado como educador do povo. Algo assim deveríamos exigir para que possamos viver (e pagar as contas) como trabalhadores da cultura, produzindo arte nesta sociedade e contra ela.
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Por fim, tenho um agradecimento a fazer: meu poema “Quando os trabalhadores perderem a paciência” (publicado em Meta amor fases, São Paulo: Expressão Popular, 2011), virou palavra de ordem nas bocas impacientes daqueles que vivem para a cultura e são trabalhadores. Para um poema que saiu da vida, voltar a ela pelas mãos de quem luta é a melhor homenagem. Obrigado.
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Sugestões de leitura: 
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MARX, K. Crítica ao Programa de Gotha [1875]. São Paulo: Boitempo, no prelo.
_________. Manuscritos Econômicos-Filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
LUKÁCS, G. Introdução aos estudos estéticos de Marx e Engels. In, Arte e sociedade: escritos estéticos 1932-1967. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2009.
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Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002). Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comunicado Público da Comissão Política Nacional do PCB sobre as eleições de 2012



URGENTE

Aos Comitês Regionais, aos militantes do PCB em todo o país e aos interessados em geral

Nos últimos meses, o Comitê Central (CC) do PCB destituiu, política e juridicamente, diversas direções estaduais em alguns Estados da Federação. Por outro lado, Comitês Regionais, por orientação do CC, adotaram o mesmo procedimento em relação a algumas direções municipais.
Todas essas direções destituídas não tinham qualquer vida orgânica partidária, existindo apenas para disputar eleições e/ou promover coligações espúrias, fora da linha política do PCB. Em alguns casos, elegeram-se vereadores, em nome do PCB, sem o conhecimento do CC. Ao invés de recrutarem militantes para o Partido, em verdade essas direções destituídas “filiavam” futuros candidatos ou “cabos eleitorais”. Em muitos casos, o nome do PCB foi usado para obscuras transações.
Em muitos desses Estados e Municípios, já reconstruímos verdadeiras organizações partidárias, nos moldes da linha política e orgânica do Partido e nos termos do nosso Estatuto.
Apesar disso, temos notícias de que, em alguns municípios, ainda há registros cartoriais de comitês e “filiados” em nome do PCB, reconhecidos pela justiça eleitoral local, mas não pelo Partido.
O presente comunicado é para informar que só terão a tarefa de serem candidatos às eleições de 2012 militantes reconhecidos e escolhidos pelo PCB, nos municípios onde julgarmos importante participar. A candidatura de um militante comunista não se dá por sua vontade, mas apenas por decisão partidária.
A urgência deste comunicado se deve ao fato de que no dia 14 deste mês se encerra o prazo legal para um candidato estar filiado juridicamente a um partido para que possa ser candidato por ele às eleições municipais de 2012.
Assim sendo, voltamos a recomendar a todos aqueles que, apesar de não militarem em nosso Partido, estejam registrados na sua zona eleitoral como filiados ao PCB, na expectativa de serem candidatos, que procurem imediatamente outro partido para se filiar, pois não serão candidatos pelo PCB. Caso sejam registradas candidaturas de não militantes e coligações em municípios em que o PCB não está organizado e/ou com partidos fora de nossa política de alianças, a direção do Partido vai imediatamente impugnar a candidatura e/ou a coligação e dissolver o comitê artificial.
Se, após este prazo legal, alguns desses filiados se considerarem comunistas de fato, podem contar com as direções e os militantes do nosso Partido em sua região, para que possam conhecer nossa linha política e nossos princípios com vistas a militar no Partido Comunista Brasileiro.
Lembramos ainda a todos que a política eleitoral do PCB para 2012 só vai ser decidida em 13 e 14 de novembro deste ano, em nossa Conferência Política Nacional.

Comissão Política Nacional do PCB

4 de outubro de 2011