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| (Antoms/Rebelión/Divulgação) |
sábado, 19 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
PCB mais preparado para encarar os desafios da luta de classes
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| Imagem: PCB |
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou no Rio de Janeiro, no último final de semana, sua Conferência Política Nacional. O encontro, que contou com a participação de militantes de todos os estados onde o partido está organizado, aprofundou a linha política definida no XIV Congresso do PCB, no sentido de adequar a tática à estratégia socialista.
Divididos em grupos de discussão (e depois reunidos em Plenária), os delegados eleitos em seus estados debateram as teses da Conferência Nacional, processo iniciado nas bases partidárias. Entre as principais resoluções, podem-se destacar o fortalecimento da Unidade Classista, a prioridade do trabalho de base no movimento estudantil, o fortalecimento dos coletivos Minervino de Oliveira e Ana Montenegro, o reforço da solidariedade internacionalista e, como destaque, a necessidade de estreitar a relação das bases do PCB com o movimento de massas.
Após o encerramento da conferência, o PCB e a União da Juventude Comunista (UJC) prestaram homenagem póstuma ao comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Alfonso Cano.
Divididos em grupos de discussão (e depois reunidos em Plenária), os delegados eleitos em seus estados debateram as teses da Conferência Nacional, processo iniciado nas bases partidárias. Entre as principais resoluções, podem-se destacar o fortalecimento da Unidade Classista, a prioridade do trabalho de base no movimento estudantil, o fortalecimento dos coletivos Minervino de Oliveira e Ana Montenegro, o reforço da solidariedade internacionalista e, como destaque, a necessidade de estreitar a relação das bases do PCB com o movimento de massas.
Após o encerramento da conferência, o PCB e a União da Juventude Comunista (UJC) prestaram homenagem póstuma ao comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Alfonso Cano.
Saudação ao povo negro
Nota Poítica do PCB
O Partido Comunista Brasileiro associa-se às celebrações pela passagem do Dia da Consciência Negra.
O comprometimento de nosso partido para com as lutas pela valorização do negro brasileiro vem de longa data. Já em julho de 1930 denunciávamos a persistência de elementos de escravidão na situação real experimentada pelos negros do país, não obstante a tão propalada Abolição da Escravatura.
Neste mesmo ano, nas eleições presidenciais, apresentamos ao povo a candidatura de Minervino de Oliveira, militante de nosso partido, que se tornou então o primeiro negro e o primeiro operário a disputar a presidência da república.
Em nossa Primeira Conferência Nacional de julho de 1934, realizada na mesma época em que se iniciava a propagação da tese da “democracia racial brasileira”, denunciávamos o racismo das classes dominantes e nos comprometíamos a apoiar todas as lutas pela igualdade de direitos econômicos, políticos e sociais de negros e índios.
Ainda em meados da década de 30, o intelectual comunista baiano Edison Carneiro iniciava uma vasta e significativa obra de investigação e resgate da cultura afro-brasileira, tornando-se um dos pioneiros em tal campo de estudos e uma referência fundamental até os dias de hoje.
Este mesmo Edison Carneiro, com o apoio de outros intelectuais comunistas como Jorge Amado e Aydano do Couto Ferraz, criava, no ano de 1937, a União de Seitas Afro-Brasileiras, a primeira entidade criada no país com o objetivo de proteger e cultivar os valores e as tradições religiosas de matriz africana.
Na década de 1940, o PCB solidificou seu engajamento na luta contra o racismo e em defesa da cultura afro-brasileira. Sob sua legenda elegeu-se, em 1945, Claudino José da Silva, primeiro negro a exercer mandato parlamentar e primeiro constituinte negro da história do Brasil.
Durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte de 1946, coube ao escritor e deputado comunista Jorge Amado a elaboração do projeto da primeira lei federal que estabeleceu a liberdade para a prática das religiões afro-brasileiras. Este período registra também a criação do Teatro Experimental do Negro, que tem como um de seus principais expoentes o ator, poeta e teatrólogo comunista Francisco Solano Trindade, que marcaria com sua atividade intensa a arte popular brasileira das décadas seguintes.
Alguns anos mais tarde, apareceram os primeiros trabalhos de Clóvis Moura, então vinculado ao PCB, cuja produção aportaria uma importante contribuição aos estudos históricos e sociológicos sobre o negro no Brasil.
Se no passado nós comunistas estivemos presentes em praticamente todos os momentos relevantes da trajetória do povo negro brasileiro, no presente continuamos a apoiar e nos envolver com essas lutas.
Apoiamos as reivindicações imediatas e conquistas parciais do movimento negro como o estabelecimento de reservas de vagas das universidades públicas, a titulação das terras das comunidades remanescentes de quilombos e o Estatuto da Igualdade Racial.
No entanto, compreendemos que nenhuma destas conquistas parciais estará assegurada no futuro enquanto perdurarem: a) o esvaziamento e sucateamento das universidades públicas, a privatização e a mercantilização do ensino; b) o controle do Estado pelos grandes proprietários fundiários e a subordinação da política agrária do governo aos interesses do agro-negócio; c) a hegemonia dos interesses do grande capital nacional e internacional no interior da sociedade brasileira e a subordinação das necessidades do povo à lógica da acumulação capitalista.
Para que as atuais conquistas sejam mantidas e aprofundadas e para que novas sejam alcançadas é essencial que as lutas do povo negro, sem prescindir de sua especificidade, estejam combinadas às lutas gerais do povo e dos trabalhadores brasileiros.
É necessário somar esforços aos movimentos em defesa de uma universidade pública gratuita e de qualidade, voltada para a resolução dos problemas nacionais e para a promoção social das classes populares, apoiar as ações contra o monopólio da propriedade da terra pelos grupos latifundiários e por uma reforma agrária ampla e radical, mobilizar-se enfim, por um poder político que seja a encarnação da vontade de negros e negras, trabalhadores das cidades e dos campos, pequenos proprietários urbanos e rurais, artistas e intelectuais avançados.
Salve o Dia da Consciência Negra!
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Comunicado do Secretariado das FARC-EP 


A queda em combate do Comandante Alfonso Cano (Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP)
A morte em combate do camarada e comandante Alfonso Cano deixa de luto o conjunto do movimento antiimperialista mundial, todas as vítimas da exploração capitalista, o movimento universal pelo socialismo, cada um dos povos que alçam as bandeiras da soberania, dignidade e da democracia, particularmente na América Latina, no Caribe e na Colômbia.
Também lacera as fibras mais nobres dos seus entes queridos. Para eles, nosso abraço solidário. Compartimos intensamente seu sofrimento, sabemos melhor que ninguém o que significa essa perda. Igual carinho doloroso estendemos às famílias dos demais combatentes que pereceram nos mesmos feitos. Seu sangue e suas vidas nos inspiram desde já a futuras vitórias.
As lágrimas de felicidade do Presidente Santos revelam que por obra sua caiu realmente um grande, um admirável homem, um revolucionário de altura histórica. Um formidável interlocutor daqueles que havia que desconstruir-se antes de qualquer tentativa de aproximação. Como Manuel e Jacobo, Alfonso sempre soube ser um grande professor. E aprendemos com ele.
Suas idéias e sua genial condução são parte do arsenal ideológico, político e militar das FARC - Exército do Povo. Ninguém poderá jamais nos tirar isso. Seu talento e atividade revolucionária cresceram e maduraram junto com nossa história. Nos dias de Marquetália militava já nas filas da juventude comunista. Até sua morte em combate, nada pôde distrai-lo da luta.
Completou cinqüenta anos contínuos de combate contra o regime, escritos por uma capacidade de análise e uma invejável coerência ideológica e política. Nascido em Bogotá, homem simples e de humor fino, dirigente estudantil e comunitário, antropólogo dos tempos duros da Universidade Nacional, audaz militante clandestino, será eterno exemplo do intelectual comprometido até a morte.
Seus inimigos do império e da oligarquia jamais se cansarão de tentar apagar sua obra. Ao lado de seu perfil político, o camarada Alfonso Cano demonstrou possuir uma elevada capacidade militar. Soube conduzir primeiro os comandos conjuntos Central e Ocidental e logo todas as FARC, até o nível que hoje em dia aterroriza o militarismo fascista da Colômbia.
Eles sabem muito bem o que representamos as FARC. A expressão real da organização e a luta indomável contra a globalização capitalista. Somos um povo armado que denuncia e combate o caráter terrorista da democracia de mercado. Milhares e milhares de mulheres e homens que marchamos compactos no caminho da construção de uma nação e um mundo sem opressores.
As reservas petroleiras da Colômbia, ao ritmo que pensam extrai-las, estarão esgotadas por completo nos próximos quatro anos. Pretendem nos enganar com a idéia de que para esse momento se haverá encontrado suficiente petróleo para outros tantos anos. Nosso destino é permitir que o império economize seu próprio petróleo, e pagar com esse dinheiro os créditos para a infra-estrutura funcional a esse roubo.
Obviamente os créditos serão dados pelos bancos internacionais. E para consegui-los o país deverá comprometer-se a realizar grandes e crescentes cortes nos direitos sociais dos colombianos. Reformas tributárias, reformas previdenciárias, trabalhistas, na saúde e na educação. Semelhante agressão avança agora à toda força no Congresso da República.
O TLC e a abertura indecente para o investimento estrangeiro ameaçam colocar-se na frente dos mais valiosos patrimônios humanos, ambientais e econômicos do país. Gigantescos projetos auríferos, carboníferos, turísticos, agroindustriais, bioenergéticos e agropecuários, entre outros, além de espoliar nossas riquezas, espremerão impunemente a mão de obra em graus intoleráveis.
Pretendem avançar de forma acelerada na execução de um modelo de desenvolvimento inequitativo e antipatriótico, produto das manipulações forjadas no palácio presidencial e nos distintos ministérios, aprovado pelo poder legislativo e declarado exeqüível pela justiça, que não toma em conta minimamente a opinião do povo colombiano, cujos direitos são afetados.
E esse modelo, que começou a ser construído a décadas atrás com a violenta estratégia paramilitar, se apresenta como a salvação econômica do país, as locomotivas que nos levarão adiante. Nele se fundem o capital transnacional e a corrupta classe dirigente colombiana, que ganha com somas fabulosas em cada acordo e contrato celebrados.
Não existem na Colômbia espaços de discussão que tenham a capacidade de influenciar ou determinar de algum modo as decisões ligadas ao modelo de desenvolvimento. Como ficou demonstrado nas recentes eleições locais, os partidos políticos foram diluídos a mesquinhas lideranças corruptas e carentes de princípios. As forças políticas que podiam discutir o modelo estão minadas.
Somente duas formas de luta se opõem de modo corajoso e pertinaz. A luta de rua nas marchas e protestos, e a luta guerrilheira nas montanhas. As recentes disposições sobre a Segurança Cidadã aproximam a primeira à delinqüência e atribui a ela penas de prisão. Ao mesmo tempo nos exigem a desmobilização sob a ameaça de aniquilação total.
Esse é o marco em que toma corpo o desesperado desejo de fazer render as FARC-EP. Sabemos muito bem quais são os propósitos do presidente Santos, enriquecer ainda mais os mais ricos e levar ainda mais miséria aos mais pobres. Resulta, como conseqüência, de cardial importância construir pontes necessárias para fortalecer, unificar e defender as duas formas de luta vigentes.
Mobilização de massas e luta guerrilheira estão chamadas a convergir em um eixo estratégico, a solução política ao conflito que se realiza na Colômbia. A guerra não é mais que a determinação do império e da oligarquia de fechar todos os caminhos da oposição aos seus planos de despojamento, o martelo com que as classes dominantes esperam esmagar a inconformidade.
A resistência heróica da insurgência colombiana, igual que a voz alta do povo mobilizado em protestos, não pode cessar com um falso chamado à negociação e ao consenso. Qualquer tentativa de desmobilizar a luta popular sem que soluções que erradiquem suas causas estará condenada ao fracasso. Não pode haver paz com repressão e fome.
As FARC-EP rendemos homenagem à memória do nosso Comandante Alfonso Cano. Por nosso povo e por ele, nos comprometemos a persistir na busca da solução política até alcançar uma paz democrática com dignidade e justiça social. A voz dos estudantes, trabalhadores, camponeses, comunidades indígenas e negras, desempregados, aposentados, mulheres e classes médias angustiadas tem que ser escutada e atendida na Colômbia.
Com o camarada Alfonso recordamos aos iludidos:
“Desmobilizar-se é sinônimo de inércia, é entrega covarde, é rendição e traição à causa popular e ao ideário revolucionário que cultivamos e lutamos por transformações sociais, é uma indignidade que leva implícita uma mensagem de desesperança ao povo que confia em nosso compromisso”.
Comandante Alfonso Cano:
Morrer pela Pátria é viver para sempre!!!
Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP
Novembro de 2011.
Traduzido pelo Coletivo Paulo Petry, núcleo da UJC/PCB em Cuba.
domingo, 13 de novembro de 2011
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| Sérgio, Paulo Oliveira, Fábio Bezerra e Ivan Pinheiro (Imagem: José Carlos Alexandre) |
Às 18h30 de segunda-feira o Partido Comunista
Brasileiro e a União da Juventude Comunista prestam homenagens póstumas ao
comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Alfonso Cano. O ato
começa com a exibição do filme FARC-EP- A insurgência do Século XXI (A Câmara na
Selva), O conflito armado do ponto de vista da rebeldia colombiana. O ato será
na sede do PCB, Rua da Lapa, 180-Grupo 801-Bairro da Lapa, Rio de Janeiro.No
mesmo ato a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, o Instituto Luiz Carlos
Prestes, a Refundação Comunista e o Movimento dos Trabalhadores do empregados se
união ao PCB na criação do Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano.
A Confência Política Nacional do PCB começou
sábado, nos salões do Rio's Presidente Hotel. Foi aberto pelo membro do Comitê
Central do Partido, Fábio Bezerra, de Minas Gerais. Em seguida houve
intervenção do secretário-geral do Partido, Ivan Martins Pinheiro, Também
intervieram os membros da mesa diretora dos trabalhos Sérgio Bribi, do Rio
Grande do Sul, e Paulo Oliveira, do Rio de Janeiro.
À tarde, divididos em grupos, os
participantes, delegados eleitos pelos Estados, dentre eles, representantes de
Pernambuco Amará , Amazonas, Espírito Santo e Rondônia, além de Paraná, Santa
Catarina e de outros Estados, se espalharam pelos diversos salões do Hotel,
debatendo os principais pontos das teses da Conferência Nacional.
O Comitê Centrral fez uma reunião onde debateu
o preenchimento de vagas em sua constituição, em consequência de mortes,
defecções e uma expulsão. Seria discutida se seriam sete suplentes elevados a
efetivos ou outra forma de solucionar a questão.
Uma resolução da Confeerência, o XV Congresso Nacional do Partidão será em 2013. O partido vai publicar uma Carta com um resumo da Conferência Nacional.
Houve também exibição do vídeo do último
programa do PCB ( que pode ser assistido aqui mesmo, antes destas
informações).
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
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